Estavas deitada no chão aos meus pés, toda nua, como já se ia tornando costume. Quando eu te disse «dá a barriga» ficaste um pouco admirada, talvez por eu nunca antes te ter feito esta exigência. Mas percebeste imediatamente do que se tratava: é o que eu digo sempre à tua gatinha quando chego a tua casa e ela se começa a rebolar no chão a pedir festas.
Com uma risadinha, também tu te rebolaste e ficaste de barriga para cima, com as pernas e os braços no ar; e eu, sentado no sofá, inclinei-me para a frente e comecei a fazer-te festas no umbigo, nas mamas, no pescoço. E comecei também a fazer-te festas com os pés: tinha-os um pouco frios e soube-me bem metê-los entre as tuas coxas, aninhá-los na tua coninha tão quentinha.
Ainda murmurei:
- Dá a barriga, minha escrava.
E tu ronronavas, ronronavas…
(Publicado no Blogger a 25/12/06)




