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Arquivos para a Categoria ‘Pessoal’

Hoje estou um bocado cruel

Depois de ter posto a minha protagonista feminina em Milão, apaixonada, num apartamento de luxo, com um emprego fabuloso, e um Mini Cooper S da BMW na garagem, acabo agora de a colocar numa rampa escorregadia que a vai levar a um bordel em Amesterdão, viciada em heroína e quase destroçada.
Como se isto fosse pouco, [...]

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Florbela Espanca começa o seu soneto Escrava com as seguintes palavras: “Ó meu Deus, ó meu dono, ó meu senhor”. Ao longo da minha vida várias mulheres me chamaram “meu dono” e “meu senhor”. A primeira que me chamou “meu Deus” foi a dunya: A primeira e a única, porque depois dela não tive outra [...]

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A editora Bico de Pena acaba de me informar que as minhas “Histórias de Mariana” não se enquadram no seu projecto editorial, nem mesmo na colecção Pena de Galo, que é especificamente dedicada a textos eróticos.
O remédio é tentar por outro lado. Infelizmente não sou jogador de futebol, nem pivot da televisão, nem namorado de [...]

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Já aqui falei do blogue da sarinha: é o Abri a Porta, e merece uma longa visita. Quem é a sarinha? É uma menina que, nas suas próprias palavras, está longe de ser submissa, o que não a impede de ser uma “spankee” entusiástica nem de se ter dado como escrava ao namorado, por quem [...]

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As condições da tua Escravidão
Pediste-Me que estabelecesse expressamente e por escrito as condições da tua Escravidão. Eis o que decidi:
1. Em princípio a tua Escravidão já é perfeita e não há nada a alterar n’Ela. Mesmo ao direito de deixar de ser escrava, que era o único que tinhas, quiseste renunciar. Cabe-te agora Amar, [...]

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Servidão

A minha mão aparta os teus cabelos.
É a direita: mão de dono ou mestre
Assim como quem colhe uma flor silvestre.
Evitas os meus olhos. Não queres tê-los
Fixos nos teus. Viras o rosto
E contemplas o chão no lado oposto.
Foges um pouco, indócil, ao meu toque;
Mas os lábios que busco, não mos negas
Na primeira de todas as entregas.
Num [...]

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Há coisas na vida que já me resignei a não saber, e uma delas é se as mulheres são naturalmente submissas.
As teorias, conheço-as todas mas não acredito em nenhuma. Falarei portanto das mulheres que conheço pessoalmente: umas autoritárias e dominantes; outras comprometidas ideologicamente com o feminismo e a igualdade entre os sexos; outras ainda – [...]

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Um olhar triste

Hoje, na rua, cruzei o olhar com uma mulher triste.
Triste na expressão; não parecia tensa, nem preocupada, nem deprimida, nem infeliz: apenas triste.
Achei-a muito bela.
Será que gosto de mulheres tristes? Talvez, um pouco. Mas também gosto de mulheres alegres; e destas gosto tanto mais, quanto a alegria que sinto nelas vem de dentro, como uma [...]

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Estavas deitada no chão aos meus pés, toda nua, como já se ia tornando costume. Quando eu te disse «dá a barriga» ficaste um pouco admirada, talvez por eu nunca antes te ter feito esta exigência. Mas percebeste imediatamente do que se tratava: é o que eu digo sempre à tua gatinha quando chego a [...]

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Numa esplanada, na praia

Dizias: «não me submeto, entrego-me.» E falavas duma entrega que era como um empréstimo ou uma procuração, quando eu estava a falar duma dádiva.
Dizias: «disto tenho a certeza: sou e serei sempre uma submissa.» Depois de dizeres que não te submetias. Não, minha querida. Se eu quiser ir pala sombra e tu também, vamos os [...]

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- Terias que ser minha escrava – disse ele.
Dúnia não hesitou:
- Sempre fui tua escrava…
No outro extremo da ligação telefónica fez-se um longo silêncio. Por fim ouviu-se a voz dele, mais grave, e com um laivo de ternura (ou seria respeito?) que Dúnia nunca lhe tinha ouvido antes:
- Dás-te conta do que estás a dizer? [...]

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Ou: Mistérios da Alma Feminina
Ela aceita que ele a ignore. Aceita que ele a convoque sem aviso. Aceita ser criada dele. Aceita que ele lhe proíba o orgasmo. Aceita que ele a amarre. Aceite que ele a use. Aceita que ele a vergaste. Aceita que ele a canse toda a noite quando tem que trabalhar [...]

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Estavas a viver em … digamos, em Brugges, como a personagem da minha ficção que te retrata. E eu vivia, digamos, em Heidelberg. Combinámos um fim de semana em Paris: eu marquei o hotel e um espectáculo, e encontrámo-nos na Gare de L’Est.
Gostaria de poder dizer a quem lê este post que te apeaste descalça [...]

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Aconchego

…Mas também tu me fazes falta. Penso em mim sentado a ler na poltrona preta, e tu no sofá a fingir que dormias, cada vez mais zangada por eu não falar contigo nem te levar a sair.
De vez em quando levanto os olhos do livro e olho-te com um meio sorriso, divertido por pensares que [...]

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Bayadère

Ainda tenho a tua écharpe transparente…
Costumavas pô-la à volta dos quadris quando dançavas para mim de seios nus, ou a cobrir os seios quando punhas aquela tua saia preta de seda; era uma saia rodada e comprida, com uma textura encarquilhada… Ainda a tens?
Às vezes dançavas nua, as mais das vezes semi-nua, mas sempre descalça, [...]

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De gatas

Trezentos quilómetros até Lisboa. Encontro no parque de estacionamento dum centro comercial para deixar o meu carro e transferir a maleta para o teu. E depois um passeio até à outra margem.
Uma zona de pinhal – ou seriam outras árvores? – de onde era possível avistar, muito em baixo, o mar. A Caparica, disseste-me. Ou [...]

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Bela no prazer

Estavas em cima de Mim. Eu tinha chegado cansado: acabara de trabalhar às oito, tinha conduzido 500 km para vir ter contigo, de noite, pelas auto-estradas de quatro países. Tinhas-Me recebido a meio da noite em tua casa, tinhas-Me dado de comer – mas Eu, quando estou cansado, tenho pouca fome – tinhas-Me assistido no [...]

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Encontro

A mesa era larga e estavas sentada à minha frente. O teu cabelo preto, longo e frisado, dava-te um ar meio selvagem, meio de madona. Falavas pouco e mantinhas os olhos baixos.
O teu marido falava alto, interrompia todos, contradizia todos. Dirigia às mulheres piropos pesados. Tu parecias não o ouvir.
Mais tarde, estávamos a lançar balões, [...]

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É assim:
Viro para a minha rua. Os faróis do carro varrem a janela do quarto. Tu estás na sala, mas apercebes-te do clarão.
Estaciono o carro junto ao muro do jardim. Tu, entretanto, foste à janela e viste que era eu. Sabias que era a hora e estás quase pronta.
Saio do carro devagar, a dar-te tempo. [...]

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Um olhar triste

Hoje, na rua, cruzei o olhar com uma mulher triste.
Triste na expressão; não parecia tensa, nem preocupada, nem deprimida, nem infeliz: apenas triste.
Achei-a muito bela.
Será que gosto de mulheres tristes? Talvez, um pouco. Mas também gosto de mulheres alegres; e destas gosto tanto mais, quanto a alegria que sinto nelas vem de dentro, como uma [...]

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Duas homenagens

Acabo de eliminar da minha lista de links dois blogs que estão inactivos há muito tempo e que eu só mantinha por puro sentimentalismo: o «Darkness Gate» e o «Boneca Insuflável».
Não o quis fazer, porém, sem tirar deles estas imagens e incluí-las aqui em homenagem às suas autoras:

Darkness Gate

Darkness Gate

Boneca Insuflável

Se a escrava kel e [...]

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Bar Justine

Fui ontem conhecer o bar Justine, a convite de alguém com quem tive uma longa e deliciosa conversa. Segundo me disseram, a quinta-feira é dia de pouco movimento, mas mesmo assim conheci algumas pessoas. Gostei da afabilidade com que fui acolhido e do ambiente aberto e tolerante. Não serei um frequentador assíduo porque as minhas [...]

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A Minha escrava detesta ser obrigada a andar descalça na rua. Ontem respondeu-Me torto, Eu ordenei-lhe que Me pedisse um castigo, e quando ela Mo pediu Eu disse-lhe que teria de comparecer descalça ao nosso próximo encontro.
Resposta dela, por SMS: «Também quero ser a Tua escrava enquanto formos ambos vivos, mas descalça não».
No mundo não [...]

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Sou um dominador desde que me lembro: comecei a sê-lo nas minhas fantasias, depois estas foram-se tornando realidade. Já na minha primeira adolescência os meus devaneios eram de domínio sobre escravas belas como anjos e sensuais como gatas.
A minha primeira escrava foi também o meu primeiro amor. Não começámos como Senhor e escrava, começámos como [...]

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