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Posts Tagged ‘dádiva de si’

E foi assim que Teresa deu a Raul a última abertura do seu corpo que lhe faltava utilizar. Bastou-lhe deitar-se nua sobre a cama, colocar uma bisnaga de lubrificante sobre a mesinha de cabeceira de modo a que ele reparasse, e pôr-se de bruços à espera.

– Queres dar-me o teu cuzinho? – perguntou Raul.

– Não te posso dar o que não é meu – respondeu Teresa. – O meu cu sempre foi teu, mesmo que nunca te tenhas querido servir dele. Mas, se não é ousadia uma escrava exprimir um desejo, gostava que te servisses dele hoje.

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Ouçamos o que nos diz uma escrava: «não aceito ser humilhada». Tentemos entendê-la. Ela tem um Senhor, e ama-o. Define a sua escravidão em três palavras: servir, obedecer, sofrer. É assim que ela sabe e quer amar; e como o seu ideal de amor é infinito, sente como uma imperfeição qualquer limite à sua capacidade [...]

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Finalmente, mais um excerto do meu romance. Corresponde à segunda metade do capítulo 5.
O tempo tinha arrefecido e foi-lhes agradável regressar ao aconchego do apartamento. Teresa tirou as sandálias e o casaquinho e perguntou a Gustavo:
– Que música queres ouvir?
– Hmmm… – disse ele. – Tens Miles Davis?
– Tenho para aí alguma coisa – disse [...]

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(Ao preparar para publicação a colectânea “Histórias de Mariana”, introduzi modificações em alguns dos contos que a constituem, entre eles “Alice”. Não vou publicar aqui de novo este conto, que é muito extenso, mas publico um episódio que desenvolvi bastante: o do aniversário de Alice e da sua dádiva a Harun.)

[ ... ] Harun [...]

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(1. Nota do tradutor: o texto que se segue não é ficcional, mas sim
um ensaio autobiográfico da autoria de Polly Peachum, e é o primeiro de dois que eu tinha prometido traduzir para apresentar neste blog. Pessoalmente considero-o de leitura obrigatória para quem encara as questões de domínio e submissão sexual como algo inseparável dos [...]

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A primeira resposta que dou a esta pergunta, aquela que me ocorre instintivamente e quase sem pensar, é “não”. Um Senhor que imagine que só por ser Senhor é superior à sua escrava, ou um “Dom” que se iluda e pense que só por ser “Dom” é superior à sua submissa, não passa de um [...]

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Numa esplanada, na praia

Dizias: «não me submeto, entrego-me.» E falavas duma entrega que era como um empréstimo ou uma procuração, quando eu estava a falar duma dádiva.
Dizias: «disto tenho a certeza: sou e serei sempre uma submissa.» Depois de dizeres que não te submetias. Não, minha querida. Se eu quiser ir pala sombra e tu também, vamos os [...]

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1. Não nasceste Senhor. Tens que o merecer.
2. Mesmo que já mereças ser Senhor, isto não quer dizer que mereças a tua escrava. Nenhum Senhor merece a sua escrava. Se ela se entregou a ti, foi pura dádiva.
3. A tua escrava deu-te tudo sem te pedir nada em troca. Mas mesmo sem ela te pedir, [...]

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I’ve been your slave baby
Ever since I been your babe.
I’ve been your slave
Ever since I been your babe,
But before I be your doll
I’ll see you in your grave.
Billie Holiday

“Quero que escolhas um nome,” disse Miguel. “Será o teu nome de escrava.”
Marta tardou em responder. A conversa de hoje continuava outras anteriores; a fantasia [...]

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Pensemos numa mulher moderna : inteligente, elegante, segura de si, financeiramente independente, profissionalmente realizada, cidadã dum país democrático. Imaginemos essa mesma mulher aos pés do homem que ama, beijando-lhos ; ou amarrada, possuída, constrangida ; ou torcendo-se de dor sob a vergasta, sabendo que no fim vai agradecer o castigo e abrir o corpo a [...]

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Os 50 anos de A história de O
Konstantin Gavros (*)
La Insignia. Brasil, janeiro de 2004.

Um incontrolável estranhamento nos assalta ao nos depararmos com o nome de uma personagem que se resume a uma insignificante letra “O”. E a primeira reação que temos, ao empreender a leitura, é de que esse signo vazio, esse [...]

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