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Posts Tagged ‘respeito’

Arminda tinha a chave do apartamento da filha, mas raramente lá ia sem ela lá estar, e nunca sem autorização. Um dia, Joana pediu-lhe que passasse por lá e lhe levasse uma pasta que lá tinha; depois, quando jantassem as duas, poderia entregar-lha, evitando assim que ela tivesse ir a casa primeiro.
– Depois de jantar [...]

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Quando Rui propôs a Joana que fizessem exames médicos para poderem ter sexo sem preservativo, ela viu nisto a vontade dele de dar estabilidade à sua relação. Ficou contente mas não quis mostrar este agrado; e a cabra que havia nela fê-la perguntar:
– Porquê? Queres fazer-me algum menino, é?
Rui ignorou o sarcasmo:
– Se alguma vez [...]

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E foi assim que Teresa deu a Raul a última abertura do seu corpo que lhe faltava utilizar. Bastou-lhe deitar-se nua sobre a cama, colocar uma bisnaga de lubrificante sobre a mesinha de cabeceira de modo a que ele reparasse, e pôr-se de bruços à espera.

– Queres dar-me o teu cuzinho? – perguntou Raul.

– Não te posso dar o que não é meu – respondeu Teresa. – O meu cu sempre foi teu, mesmo que nunca te tenhas querido servir dele. Mas, se não é ousadia uma escrava exprimir um desejo, gostava que te servisses dele hoje.

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Continuou a dizer baixinho “amo-te, amo-te, amo-te” enquanto tentava prever ao fim de quantas chicotadas começaria a gritar.
Começou a gritar logo à primeira, um berro agudo e ensurdecedor que dificilmente se acreditaria que pudesse ficar confinado entre as paredes do quarto, ou sequer da casa.

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Ouçamos o que nos diz uma escrava: «não aceito ser humilhada». Tentemos entendê-la. Ela tem um Senhor, e ama-o. Define a sua escravidão em três palavras: servir, obedecer, sofrer. É assim que ela sabe e quer amar; e como o seu ideal de amor é infinito, sente como uma imperfeição qualquer limite à sua capacidade [...]

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Cap. 32: DISCÍPULOS
[ ... ]
Entre as colegas de Teresa na dança havia uma jovem que também era colega dela no pompoar: chamava-se Ana e ainda não tinha vinte anos. Foi esta jovem que uma tarde convidou Teresa para lanchar. Quando Teresa lhe disse que não podia aceitar este convite sem autorização do namorado, Ana não [...]

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Cap. 31: SEIS VERGASTADAS E MAIS UMA
Desde que Teresa se tinha habituado a dançar para Raul depois de jantar, mostrando-lhe os progressos que fazia nas aulas, estava-se a tornar mais frequente Raul jantar sozinho, servido por Teresa e Milena. Isto evitava que Teresa tivesse que mudar de roupa duas vezes, e por outro lado [...]

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Cap. 29: LABIA MAJORA

Havia alguns minutos que Raul, debruçado sobre Teresa na cama, acariciava e beijava a sua escrava, que dava pequenos gemidos e retribuía brandamente as carícias dele. Pouco a pouco, as mãos e os lábios dele foram-se aproximando da vagina de Teresa, que começou lentamente a afastar as coxas para lhe facilitar o [...]

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VOTO DE CASTIDADE
Raul conhecia finalmente a história de Milena Cavic desde o dia em que tinha sido raptada, aos onze anos, em Pristina. Este conhecimento não lhe deu o prazer da curiosidade satisfeita, tal como a morte horrível de Zerberov não lhe tinha dado o prazer da justiça cumprida. O mundo estava apenas um [...]

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Tomaram duche juntos, e a seguir devoraram um enorme pequeno-almoço, suficiente para os manter saciados até à hora de jantar. Era tempo de retomar a vida normal; mas antes de ir despir o roupão para pôr o seu uniforme de criada, Teresa ainda disse:
− Meu senhor, sabes qual é a primeira coisa que se [...]

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Ao entrar em casa de Raul, Carolina apertou-lhe formalmente a mão e deu um beijo na face da irmã. Ainda no átrio perguntou a Teresa onde podia guardar os sapatos; e entrou descalça no interior da habitação. Não explicou a razão deste gesto, nem deu lugar a que Teresa e Raul conjecturassem. Quando a convidaram [...]

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(Nos últimos tempos tenho descurado muito este meu blog. O último excerto que publiquei foi do capítulo 29, quando depois disso já escrevi mais quinze. Esse trabalho a tempo inteiro explica em parte a minha falta de assiduidade neste site. Como pedido de desculpas aos meus leitores habituais, apresento neste post três passos do romance: [...]

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Final do Capítulo 29

O intervalo estava a chegar ao fim, a aula que ia dar a seguir era a última. Ligou para o telemóvel de Teresa:
− Onde estás?
− No shopping, a fazer umas compras.
− Falta-te muito?
− Não, já saí do supermercado e agora ando aqui a ver umas lojas.
− Então vai já para casa e [...]

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(Início do Capítulo 24)

Teresa teve dificuldade em adormecer. Desde que vivia com Raul, sempre dormira com ele; e embora soubesse que o catre aos pés da cama era para ela, e ela própria lhe mudasse os lençóis e as colchas de modo a condizerem com os da cama principal, tinha-se habituado a ver nele mais [...]

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(Início do Capítulo 16)
Dias mais tarde, andando Teresa a arrumar o apartamento, decidiu esvaziar completamente um armário embutido que não tinha arrumado antes e que, estando no escritório, se prestava a que lhe substituíssem as portas por umas de vidro, obtendo assim um espaço que se podia estantear para guardar livros. Encontrou a parte de [...]

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(Fim do Capítulo 15)
− Está pronto, meu senhor. Podes vir sentar-te.
Quando Raul se aproximou da mesa, Teresa puxou a cadeira para ele se sentar, deitou-lhe água no copo e começou a servir-lhe o jantar: de entrada duas metades de abacate recheadas com camarões e molho tártaro, acompanhadas por um Alvarinho que ela lhe verteu no [...]

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Não se trata aqui dum excerto, mas de vários, tirados de capítulos diferentes do romance. Em todo o caso, espero que agradem aos meus leitores habituais.

Não custou tanto a Teresa percorrer descalça o caminho até ao carro como tinha custado à vinda. Tinha outra questão a preocupá-la: se o facto de ter posto um soutien [...]

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Com o meu pedido de desculpa pela longa ausência, publico hoje mais um excerto do romance que estou a escrever. O enredo tem também uma componente de acção e mistério, mas os trechos que tenho escolhido para publicar aqui são os que reflectem mais a componente erótica. Espero que gostem…

… – Tenho pensado muito nestas [...]

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Florbela Espanca começa o seu soneto Escrava com as seguintes palavras: “Ó meu Deus, ó meu dono, ó meu senhor”. Ao longo da minha vida várias mulheres me chamaram “meu dono” e “meu senhor”. A primeira que me chamou “meu Deus” foi a dunya: A primeira e a única, porque depois dela não tive outra [...]

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Tua escrava. Tua cadela. Tua criada. Tua puta. Quantas de vocês, submissas, já disseram isto! E quantos de vocês, dominantes, já ouviram isto!
A escrava diz “escrava” para dizer “sou tua”, e o senhor diz “escrava para dizer “és minha”. A escrava diz “cadela” porque encontra nesta palavra a metáfora duma fidelidade absoluta que não pede [...]

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Autor: M’Ahmed ben Chérif Effendi
Tradução: Vanderdecken

Zima dirige-se de novo ao Príncipe e diz:
− Permite, Amo e Senhor, que vistamos as nossas roupas de modo a que esta virgem sofra ainda mais com a sua nudez.
A um aceno de concordância do Khan desaparecem os três para logo voltarem completamente vestidos. Zima traz um vestido de seda [...]

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(Ao preparar para publicação a colectânea “Histórias de Mariana”, introduzi modificações em alguns dos contos que a constituem, entre eles “Alice”. Não vou publicar aqui de novo este conto, que é muito extenso, mas publico um episódio que desenvolvi bastante: o do aniversário de Alice e da sua dádiva a Harun.)

[ ... ] Harun [...]

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As condições da tua Escravidão
Pediste-Me que estabelecesse expressamente e por escrito as condições da tua Escravidão. Eis o que decidi:
1. Em princípio a tua Escravidão já é perfeita e não há nada a alterar n’Ela. Mesmo ao direito de deixar de ser escrava, que era o único que tinhas, quiseste renunciar. Cabe-te agora Amar, [...]

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Alice chegou virgem ao seu décimo sexto aniversário. Tinha sido este o seu trato com Ricardo e Mariana: acolitá-los nos seus amores e nos seus rituais, mas nunca os tocar sexualmente nem ser tocada por eles. O contacto físico não lhe era proibido quando resultasse duma necessidade prática, como pentear Mariana ou ajudá-la a vestir-se, [...]

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Duvido que haja muitas escravas ou submissas que nunca se tenham feito esta pergunta. E lembro-me que a certa altura, na História de O, Sir Stephen diz à protagonista que não deve confundir obediência com amor: Você ama René, mas a mim obedecer-me-á sem me amar e sem que eu a ame.
Esta frase sempre me [...]

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Capítulo 2

Depois desta descrição longa mas necessária chegamos finalmente à história da chegada e estadia do Príncipe Hassan-Khan. O Príncipe veio a casa de Manoubia para comprar uma esposa: a bela Djamila, pérola das pérolas, uma íntima amiga de infância da irmã dele, Kora. Djamila e Hassan já estavam apaixonados, já que a irmã lhe [...]

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Autor: M’Ahmed ben Chérif Effendi
Tradução: Vanderdecken

Não muito longe da cidade de Herat, capital do Afeganistão, numa rua que reflecte os raios ardentes do Sol oriental, erguem-se as abóbadas de um extenso palácio árabe, cujas torres se elevam como picos nevados até ao céu azul profundo. Um enorme portão de madeira, com arabescos exóticos formados pelas [...]

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Típico séc. XIX: um quadro que tanto pode ser visto pelos inocentes que não vêem nele mais do que a representação de costumes exóticos, como pelas damas e cavalheiros que conhecem e apreciam os prazeres da submissão…
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(Publicado no Blogger a 11/09/06)

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«Não há duas mulheres iguais», pensou Vítor, um pouco admirado.
Nem mesmo tratando-se de escravas. Seria de esperar que a condição de escrava simplificasse tudo e uniformizasse tudo, afinal todas as escravas são iguais nos seus direitos, que são apenas dois: o de se tornarem escravas e o de deixarem de o ser, sendo que entremeio [...]

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Isto te prometo, minha escrava:
Serás para mim a boca que beija e grita e geme e fala e cala.
Serás o vaso do meu prazer, em que derramo os sumos do meu corpo.
Serás a puta disponível que abre as pernas.
Serás a serva humilde que me serve.
Serás as lágrimas de raiva, as lágrimas [...]

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