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Archive for the ‘Citações’ Category

Desabafo de Mulher Moderna

ameliaEncontrei este texto no blog Os Meus Desejos da Angell, que por sua vez o encontrou noutro lado e e não resistiu a transcrevê-lo. Ela achou-o delicioso, e eu também. A ilustração é tirada do mesmo blog.

São 6h… O despertador canta de galo e eu não tenho forças nem para atirá-lo contra a parede… Estou tão cansada, não queria ter que trabalhar hoje, queria ficar em casa, cozinhando, ouvindo música, cantarolando. Se tivesse filhos, gastaria a manhã brincando com eles, se tivesse cachorro, passeando pelas redondezas.. . Aquário? Olhando os peixinhos nadarem. Se eu tivesse tempo gostaria de fazer alongamento…brigadeiro…tudo, menos sair da cama e ter que engatar uma primeira e colocar o cérebro pra funcionar. Gostaria de saber quem foi a mentecapta, a infeliz matriz das feministas que teve a estúpida idéia de reivindicar direitos de mulher, queria saber PORQUE ela fez isso connosco, que nascemos depois dela… Estava tudo tão bom no tempo das nossas avós. Elas passavam o dia a bordar, trocar receitas com as amigas, ensinando-se mutuamente segredos de molhos e temperos, de remédios caseiros, lendo bons livros, decorando a casa, podando árvores, plantando flores, colhendo legumes da horta, educando as crianças, frequentando saraus, ENFIM, a vida era um grande curso de artesanato, medicina alternativa e culinária. Aí vem uma fulaninha qualquer que não gostava de sutiã nem tão pouco de espartilho, e contamina várias outras rebeldes inconsequentes com idéias mirabolantes sobre ‘vamos conquistar o nosso espaço’!!! Que espaço, minha filha??? Você já tinha a casa inteira, o bairro todo, o mundo aos seus pés. Detinha o domínio completo sobre os homens, eles dependiam de você para comer, vestir, pra tudo!!! Que raio de direitos requerer? Agora eles estão aí, são homens todos confusos, que não sabem mais que papéis desempenhar na sociedade, fugindo de nós como o diabo foge da cruz… Essa brincadeira de vocês acabou nos enchendo de deveres, isso sim. E nos lançando no calabouço da solteirice aguda. Antigamente, os casamentos duravam para sempre, tripla jornada era coisa do Bernard do vôlei – e olhe lá, porque naquela época não existia Bernard do vôlei. POR QUE???..me digam PORQUE um sexo que tinha tudo do bom e do melhor, que só precisava ser frágil, foi se meter a competir com o macharedo? Olha o tamanho do biceps deles, e olha o tamanho do nosso. Tava na cara que isso não ia dar certo!!! Não agüento mais ser obrigada ao ritual diário de fazer escova, maquiar, passar hidratantes, escolher que roupa vestir, e que sapatos combinar, que acessórios usar… tão cansada de ter que disfarçar meu humor, que sair sempre correndo, ficar engarrafada, correr risco de ser assaltada, de morrer atropelada, passar o dia ereta na frente do computador, com o telefone no ouvido, resolvendo problemas que nem são meus!!! E como se não bastasse, ser fiscalizada e cobrada (até por mim mesma) de estar sempre em forma, sem estrias, depilada, sorridente, cheirosa, com as unhas feitas, sem falar no currículo impecável, recheado de mestrados, doutorados, e especializações (uffff!!!). Viramos supermulheres e continuamos a ganhar menos do que eles… Não era muito melhor ter ficado fazendo tricô na cadeira de balanço? CHEGAAAAAAA!! Eu quero alguém que pague as minhas contas, abra a porta para eu passar, puxe a cadeira para eu sentar, me mande flores com cartões cheios de poesia, faça serenatas na minha janela… Ai, meu Deus, já são 6:30,tenho que levantar!… , e tem mais, quero alguém que chegue do trabalho, sente no meu sofá, coloque os pés pra cima e diga ‘meu bem, me traz um cafezinho, por favor?’, descobri que nasci para servir. Vocês pensam que eu tô ironizando? To falando sério! Estou abdicando do meu posto de mulher moderna…. Troco pelo de Amélia. Alguém se habilita?

Actualização (06/04/09): Fui informado que este texto é da autoria da escritora argentina Maitena.

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Mulher cadela

catherine_deneuve_gallery_mainLi um post no blog da Cadela Loura que me fez lembrar um filme dos anos 70 com Catherine Deneuve e Marcello Mastroiani.
O filme tem por título «Lisa» e conta a história duma mulher que é expulsa de um iate e vai ter a uma ilha ao largo da Côte D’Azur. Nesta ilha vive sozinho um homem que ganha a vida como cartunista, acompanhado apenas pelo seu cão.
A personagem feminina fica com ciúmes do cão e faz com que ele se afogue, nadando com ele para tão longe que ele não consiga regressar. Chegada a terra, assume ela própria os deveres do cão: usa coleira, dorme aos pés do dono e vai buscar na boca os paus que ele atira.
Infelizmente, não consegui encontrar este filme editado em DVD. É pena, porque gostava de o voltar a ver.

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Duas omissões

No ano de 2007 publiquei no outro Rubáiyát o primeiro capítulo de um romance em inglês, mas como resolvi não o continuar não vou passar para aqui esse post.


Também não vou publicar aqui a versão final do conto “A Dança”, das “Histórias de Mariana”. É uma versão muito resumida em relação à que publiquei por partes tanto no Blogger como aqui no WordPress, de tal modo que um leitor me criticou por o texto dar a impressão de ter sido escrito a despachar, omitindo pormenores importantes. Ainda não tenho a certeza se a versão que vai aparecer no livro é esta, ou a outra mais longa, ou uma terceira que resulte da fusão das duas. Como compensação parcial por estas duas omissões, publico as imagens que as acompanham, das quais espero que gostem.

Não posso, contudo, deixar de apresentar o último post que publiquei no Blogger em 2007: o registo em vídeo de uma dança erótica tirada do site “Restrained Elegance” e que é verdadeiramente impressionante, sobretudo durante a segunda parte.

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Renascimento

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«Que espírito pode ser tão vazio e tão cego que não veja que o pé é mais nobre que o sapato, que a pele é mais bela do que as roupas que a cobrem?»

Miguel Ângelo

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