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Archive for the ‘Humor’ Category

Sítio do Picapau Amarelo

(Dedicado à autora do blog Boneca Insuflável)
A Emília andava num desconsolo: por mais que fizesse não conseguia atrair a atenção do Anjinho. por mais olhares que lhe lançasse, por mais vezes que lhe tocasse ao de leve, por mais que ao conversar com ele lhe roçasse no braço, acidentalmente é claro, com a maminha minúscula…

– É isso! – disse a Narizinho, em tarde de confidências. – O nosso mal é que parecemos umas tábuas de engomar, sem peito, nem nada… E olha que o teu Anjinho gosta é de mamas, não é como o meu Escamudo que gosta de mim assim, magra… Agora o teu Anjinho, não me digas que nunca o viste a olhar para a Tia Nastácia.

– Para a Tia Nastácia?! – escandalizou-se a Emília. – Aquela velha gorda?!

– Pois, será velha e gorda, mas manda-me cá umas mamas e um bum-bum, que faz favor! E não é só o teu Anjinho. O Visconde de Sabugosa, ainda no outro dia…

A Emília ficou a empreender naquilo. Também ela tinha reparado nos olhares libidinosos que o Anjinho, o Visconde, e até o Saci lançavam na direcção da Tia Nastácia. E ela própria, Emília, para dizer a verdade, gostaria de se ver com formas um pouco mais … como dizer … arredondadas. Já tinha pensado até em ir consultar o Dr Caramujo para pôr uns implantes de silicone nos seios e nas nádegas, mas tinha um pouco de medo … E por outro lado não queria mudar totalmente a aparência física, vamos que depois não gostava de se ver ao espelho?!

– Tem de ser mesmo silicone? – Perguntou-lhe o Dr Caramujo ao ser informado do dilema. – É que se não, tenho aqui umas próteses insufláveis. Enche de ar, fica grande, esvazia, fica pequeno outra vez.

– E por onde sai o ar? – perguntou a Emília, espantada.

– Por um tubinho igual a este. Sai na parte do corpo que você quiser.

A operação foi um sucesso. A saída do tubinho, em silicone rosado, ficou entre as coxas da Emília, dando a impressão que a boneca, em vez de um clitoris, tinha dois. E o Anjinho, depois de experimentar, nunca mais quis outra coisa: nunca se fartou de soprar no cochicho da menina.

(Publicado no Blogger a 25/11/05)

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Sítio do Picapau Amarelo

(Dedicado à autora do blog Boneca Insuflável)

A Emília andava num desconsolo: por mais que fizesse não conseguia atrair a atenção do Anjinho. por mais olhares que lhe lançasse, por mais vezes que lhe tocasse ao de leve, por mais que ao conversar com ele lhe roçasse no braço, acidentalmente é claro, com a maminha minúscula…

– É isso! – disse a Narizinho, em tarde de confidências. – O nosso mal é que parecemos umas tábuas de engomar, sem peito, nem nada… E olha que o teu Anjinho gosta é de mamas, não é como o meu Escamudo que gosta de mim assim, magra… Agora o teu Anjinho, não me digas que nunca o viste a olhar para a Tia Nastácia.

– Para a Tia Nastácia?! – escandalizou-se a Emília. – Aquela velha gorda?!

– Pois, será velha e gorda, mas manda-me cá umas mamas e um bum-bum, que faz favor! E não é só o teu Anjinho. O Visconde de Sabugosa, ainda no outro dia…

A Emília ficou a empreender naquilo. Também ela tinha reparado nos olhares libidinosos que o Anjinho, o Visconde, e até o Saci lançavam na direcção da Tia Nastácia. E ela própria, Emília, para dizer a verdade, gostaria de se ver com formas um pouco mais … como dizer … arredondadas. Já tinha pensado até em ir consultar o Dr Caramujo para pôr uns implantes de silicone nos seios e nas nádegas, mas tinha um pouco de medo … E por outro lado não queria mudar totalmente a aparência física, vamos que depois não gostava de se ver ao espelho?!

– Tem de ser mesmo silicone? – Perguntou-lhe o Dr Caramujo ao ser informado do dilema. – É que se não, tenho aqui umas próteses insufláveis. Enche de ar, fica grande, esvazia, fica pequeno outra vez.

– E por onde sai o ar? – perguntou a Emília, espantada.

– Por um tubinho igual a este. Sai na parte do corpo que você quiser.

A operação foi um sucesso. A saída do tubinho, em silicone rosado, ficou entre as coxas da Emília, dando a impressão que a boneca, em vez de um clitoris, tinha dois. E o Anjinho, depois de experimentar, nunca mais quis outra coisa: nunca se fartou de soprar no cochicho da menina.

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